Equipa

Cristina Nogueira da Silva

(Investigadora Responsável)

Cristina Nogueira da Silva nasceu em Lisboa, a 29 de Abril de 1967. É Professora na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona várias disciplinas de História e a Disciplina Direito e Sociedade, no terceiro ciclo. É licenciada em História (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 1985-89). Concluiu o Mestrado em Ciências Sociais (História e Sociologia do Poder) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade Lisboa (1997), doutorou-se em História do Direito na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (2005). Foi membro da equipa de investigação de vários projetos sobre história institucional e política da época moderna e contemporânea (no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa).

Actualmente as suas áreas de investigação são o pensamento liberal, a cidadania e a história do estatuto jurídico dos territórios e populações do Império português nos séculos XIX-XX, temas sobre o quais publicou dois livros individuais (Constitucionalismo e Império. A cidadania no Ultramar português, Coimbra, Almedina, 2010; A Construção jurídica dos territórios ultramarinos portugueses no século XIX, Modelos, Doutrinas e Leis, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2017) e quatro livros em co-coordenação, além da coordenação de dois projectos de investigação e da publicação de vários artigos, em Portugal e no estrangeiro. Publicações e outros trabalhos estão disponíveis aqui.

Publicações relevantes

Ângela Barreto Xavier

(Co-Coordenadora)

Ângela Barreto Xavier é Investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorada em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu, de Florença, é mestre em História e Política e Cultural e licenciada em História e História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa. Leccionou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, foi Maître de Conférences Invitée na École des Hautes Études en Sciences Sociales, e colabora regularmente com a Universidad Complutense de Madrid. Foi ainda Visiting Scholar do Departamento de História da Universidade de Harvard.

Ao longo dos últimos anos tem privilegiado a história das ideias políticas, nomeadamente as articulações entre projectos políticos e mecanismos de inclusão e exclusão (política, social, cultural), bem como a história cultural dos impérios da época moderna, aí privilegiando a produção, selecção e circulação de saberes. Nesse âmbito, tem coordenado e participado em vários projectos e publicado extensivamente.

Entre os seus principais livros, destacam-se El-rei aonde pòde e não onde quer. Razões da Política no Portugal Seiscentista (1998), A Invenção de Goa. Poder Imperial e Conversões Culturais (2008), Catholic Orientalism. Portuguese Empire, Indian Knowledge, 16th-18th centuries (2014), com Ines G. Županov; O Governo dos Outros. Poder e Diferença no Império Português, sécs. XVI-XX (2016), coord. com Cristina Nogueira da Silva; Monarquias Ibéricas em Perspectiva Comparada, Dinâmicas Imperiais e Circulação de Modelos Administrativos, sécs. XV-XVIII (2018).

Para mais informações sobre Ângela Barreto Xavier e acesso às suas publicações online, veja: aqui e aqui.

Contactos

Anabela Paula Brízido

(Investigadora)

Anabela Paula Brízido é licenciada em Direito pela Universidade Internacional, Mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (FDUNL), doutoranda em Direito nesta mesma Faculdade viu atribuída em 2017, uma bolsa de investigação pelo Fundo de Ciência e Tecnologia (FCT) e Investigadora do CEDIS.

É Advogada, com prática efetiva, desde 1997 e Formadora desde 2008, em diferentes áreas do direito, incluindo, as relacionados com sistemas jurídicos africanos, concretamente, Angola, Moçambique e São Tomé. Presentemente aquelas atividades encontram-se suspensas.

As suas áreas de interesse são Sujeitos Não Estaduais; Tradições Jurídicas Ctónicas; Normação Privada; Direito Internacional Público, Direitos Humanos e Direito dos Conflitos Armados.

Fernanda Thomaz

(Investigadora)

Professora de História da África da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF - Brasil) e membro permanente credenciada ao Programa de Pós-Graduação em História da UFJF. Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense, com a tese de título: “O casaco que despe pelas costas – formação da justiça colonial e a (re) ação dos africanos no norte de Moçambique”. Coordenadora do grupo de pesquisa Afrikas e Vice-coordenadora do Laboratório de História Oral e Imagem – rede de pesquisa (LABHOI/UFJF). Tem experiência na área de História da África, com ênfase em Moçambique na época colonial, atuando especificamente nos seguintes temas: história social da justiça, relações raciais, gênero e sexualidade.

Publicações relevantes

João Figueiredo

(Investigador)

João Figueiredo é doutorado em Altos Estudos em História, Ramo Império, Política e Pós-colonialismo pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (2016), pós-graduado em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2006), e licenciado em Antropologia, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (2005). O seu trabalho tem-se focado na análise histórica e antropológica do colonialismo Português em Angola durante o ‘longo do século XIX’. Tem especial interesse nas interfaces entre a administração portuguesa e os sistemas normativos locais, e no papel que a materialidade, quer da escrita, quer dos objetos etnográficos, desempenhou nestas relações. Lecionou e trabalhou como consultor na Universidade Piaget de Luanda (2009), prestou serviços enquanto antropólogo à autarquia de Lamego (2016 – 2018), traduziu do inglês para o português uma monografia sobre Moçambique (2018) e colabora com o Serviço Educativo do Museu do Douro (2017 – ). Autor de vários capítulos e de artigos em revistas de peer-review como Cadernos de Estudos Africanos ou Social Sciences and Missions, prepara um manuscrito para publicação a partir da sua dissertação de tese de doutoramento, Política, Escravatura e Feitiçaria em Angola (séculos XVIII-XX).

Publicações relevantes

Maria da Conceição Neto

(Investigadora)

Maria da Conceição Neto, angolana, é professora de História de Angola na Universidade Agostinho Neto desde 1989, leccionando actualmente na Faculdade de Ciências Sociais desta Universida (Luanda). É doutorada em História de África pela SOAS (Universidade de Londres, 2012) com uma tese sobre história social urbana do Huambo (Angola) (eprints.soas.ac.uk/13822/1/Neto_3375.pdf). Foi investigadora (part-time) no Arquivo Nacional de Angola (1990-2003) e investigadora convidada no CEAN (Bordéus 1999) e na EHESS (Paris, 2009). É investigadora associada do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Assegurou a consultoria histórica do Projecto da Associação Tchiweka de Documentação "Angola – nos Trilhos da Independência" (2010-2015) do qual resultou um vasto arquivo audiovisual e o documentário "Independência". Actualmente é membro do Conselho Científico do Projecto CROME (CES, Coimbra) e integra o Projecto internacional LEGALPL (Pluralismo Jurídico no Império Português, secs. XVIII-XX). Tem diversos artigos em revistas especializadas e participação em livros. Áreas de maior interesse: dinâmicas das sociedades sob domínio colonial; colonialismo europeu em África (secs. XIX-XX); memória e história das lutas anticoloniais.

Publicações relevantes

Luís Cabral de Oliveira

(Investigador)

Luís Pedroso de Lima Cabral de Oliveira (n. 1978) é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado em estudios avanzados de tercer ciclo em História pela Universidad Pablo de Olavide, de Sevilha, e doutor em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, onde defendeu a tese A consagração dos naturais: direito(s) e elites naturais católicas em Goa (1780-1880). Professor adjunto do departamento de ciências jurídicas do Instituto Politécnico de Leiria, coordenador da licenciatura em Administração Pública na mesma instituição e investigador do Centro de Investigação Direito e Sociedade (CEDIS) da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Desenvolve o seu trabalho científico (através de publicações, conferências e participação em projetos nacionais e internacionais) nas áreas do direito colonial, da história do direito e da ciência política, interessando-se particularmente pelas questões relativas ao Estado da Índia.

Publicações relevantes

Nuno Camarinhas

(Investigador)

Investigador pós-doutoramento do CEDIS, da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Doutorado em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris, França, 2007), Mestre em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (2000), tem trabalhado sobre a magistratura portuguesa e a administração da justiça em contextos coloniais. Tem publicado vários artigos e capítulos de livros, especialmente sobre o aparelho judicial português no ultramar, sobre o controlo da magistratura, sobre redes burocráticas no império português, sobre bibliotecas de magistrados ou sobre aplicação de métodos de análise de redes ao estudo da circulação de pessoas e livros no caso português. Entre os seus livros, destacam-se Juízes e administração da Justiça. Portugal e o seu império colonial, sécs. XVII-XVIII (Lisboa, Gulbenkian/FCT, 2010), que teve também uma edição francesa (Paris, L’Harmattan, 2012), e a edição crítica do Memorial de Ministros (2 vols.), da autoria de Fr. Luís de São Bento e Fr. António Soares (Lisboa / São Paulo, Biblioteca Nacional de Portugal / COPEDEM, 2017).

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Pedro Cardim

(Investigador)

Pedro Cardim, especialista em História da Época Moderna, História Política, História da Cultura Política, História do Direito e História do Brasil. É investigador do CHAM – Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores; foi professor convidado das seguintes instituições: New York University; École des Hautes Études en Sciences Sociales; Universidad pablo de Olavide; Universidad Autónoma de Madrid; Université de Toulouse – Jean Jaurès

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Ricardo Roque

(Investigador)

Ricardo Roque é Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em História pela Universidade de Cambridge (2007), após estudar sociologia e sociologia histórica na Universidade Nova de Lisboa (Lic., Mestr.). Antes de integrar o quadro de investigadores do ICS-ULisboa, foi professor na Universidade dos Açores (1999-2008) e Postdoctoral Research Fellow (2012-13) na Universidade de Sidney, à qual continua afiliado como Honorary Associate no Departamento de História. No ICS, é o atual coordenador do Grupo de Investigação Impérios, Colonialismo e Sociedades Pós-coloniais e ensina nos programas doutorais em Antropologia e História.

Trabalha sobre história e antropologia das ciências humanas, do colonialismo, e das relações interculturais nos espaços de expressão portuguesa, desde 1800 até ao século XX. O seu primeiro livro (Antropologia e Império, 2001 – Menção Honrosa Prémio Sedas Nunes 2002) analisou as origens coloniais da antropologia física em Goa e Portugal no final do século XIX. O seu segundo livro (Headhunting and Colonialism, 2010) examinou as relações entre violência colonial, ‘caça de cabeças’, e circulação de crânios humanos para museus científicos, entre Timor-Leste, Portugal, e a Europa.

Nos últimos anos a sua pesquisa tem incidido sobre a etnografia histórica do mimetismo colonial e os estudos comparativos da ciência racial e suas colecções biológicas. Resultados recentes destas pesquisas incluem o livro Luso-tropicalism and Its Discontents (co-organizado com Warwick Anderson e Ricardo Ventura Santos), uma história crítica comparada das teses luso-tropicalistas; e Crossing Histories and Ethnographies (co-organizado com Elizabeth Traube), uma antropologia histórica das historicidades coloniais em Timor-Leste, ambos a publicar pela editora Berghahn em 2019. É actualmente o Investigador Responsável do projecto de investigação, Arquivos Coloniais Nativos: Micro-histórias e comparações, em curso no ICS e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

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Samory Badona Monteiro

(Investigador)

Samory é membro do CEDIS desde 2017. Ele é doutorando em direito internacional público na Universidade Europeia Viadrina de Frankfurt Oder (Alemanha) e jurista associado no Gabinete do Conselho Jurídico da União Africana. Mestre em Direito Europeu e Transnacional pela Universidade de Trento (Itália) e LL.M. em Direito Internacional dos Direitos Humanos e Direito Humanitário pela Universidade Europeia Viadrina. Samory fez o estágio de advocacia por dois anos na Itália e, posteriormente, trabalhou como estagiário jurídico no Tribunal de Justiça da CEDEAO e no Instituto Ludwig Boltzmann de Direitos Humanos em Viena (Áustria).

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Yamê Paiva

(Investigadora)

Yamê Paiva é licenciada e mestre em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e presentemente realiza o doutoramento em História pela Universidade NOVA de Lisboa (UNL). Desde o mestrado sua investigação está voltada para a temática da administração da justiça no Brasil durante os séculos XVII e XVIII, com especificidade nas Capitanias do Norte do Estado do Brasil, através da qual busca construir uma visão panorâmica das justiças oficial e não-oficial. Alguns dos seus principais pontos de interesse são a composição e funcionamento do aparelho judicial ultramarino em diferentes comarcas, as formas extrajudiciais de resolução de conflitos, o acesso à justiça régia por parte dos habitantes locais e dos nativos e como os juízes régios lidavam com as questões postas pela distância no interior das fronteiras do Império português. Atualmente é bolseira do projeto Pluralismo Jurídico no Império Português (séculos XVIII-XX)

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Consultores

Lauren Benton

Lauren Benton detêm a Cátedra Nelson O. Tyrone em História e é Professora de Direito na Vanderbilt University. Em 2019, foi eleita Presidente da American Society for Legal History e recebeu o prémio da Toynbee Foundation que distingue contribuições significativas no domínio da História Global. Antes de se juntar à Faculdade da Vanderbilt University, Benton era a titular da Cátedra Julius Silver, e Professora de História associada à New York University. Lauren Benton começou a sua carreira académica enquanto antropóloga económica, pesquisando as condições laborais na economia informal e industrial em Espanha e na América Latina. Tem publicado regularmente obras marcantes de História comparada dos impérios e do direito internacional.

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Thomas Duve

Thomas Duve é Professor de História do Direito Comparativa, na Goethe University de Frankfurt, desde 2010, e o atual Diretor do Max-Planck-Institute for European Legal History (2010 – ). Membro da Max-Planck Society, da Academia Europaea e da Akademie der Wissenschaften und der Literatur Mainz, é o investigador principal do Cluster of Excellence “The Formation of Normative Orders” na Goethe University Frankfurt. Editor do jornal científico Rechtsgeschichte-Legal History e coeditor do forum historiae iuris, e do Anuario de Historia de America Latina, Duve coordena ainda a série editorial do Max-Planck-Institute for European Legal History, intitulada Beiträge zur Rechtsgeschichte des 20. Jahrhunderts, e coedita as séries Politische Philosophie und Rechtstheorie des Mittelalters und der Neuzeit (PPR) e methodica – Einführungen in die rechtshistorische Forschung. Thomas Duve dedica-se a investigar a História Legal dos espaços imperiais das monarquias Ibéricas, durante o início do período moderno, e a produzir histórias do Direito Europeu a partir de uma perspetiva ampla, apoiada pelas metodologias da História Global. Interessa-se especialmente pela História do Direito Canónico e pela Teologia Moral, tal como estas disciplinas foram abordadas pela Escola de Salamanca, e pela Lei Internacional.

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